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Mostrando postagens de Abril, 2012

Escolhendo a fauna(Mbunas): Coloração das espécies!

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Geralmente os iniciantes optam por Mbunas ao povoarem seus aquários, e por serem mais territorialistas e agressivos, uma má escolha da fauna pode acarretar sérios problemas.
Por serem rock dwellers e habitarem, com poucas exceções, as mesmas porções da água, um fator importante para uma boa escolha de fauna são as cores das espécies.Cores iguais ou muito próximas, contando também as cores espécies que apresentam dimorfismo sexual, podem transformar um aquário de Mbunas em um ringue de luta. E é questão que vamos analisar nesse texto e propor uma escolha inicial de espécies mais tranqüila.
Temos 6 cores gerais nos peixes que mais vemos nas lojas aqui no Brasil, são elas o azul, outros tons de azul, o amarelo, o laranja, o branca e o preta
.Grupo A - Espécies Azuis:
P.demasoni
P.Zebra
P.saulosi macho
P.elongatus
M.johannii e M.maingano
M.lombardoi fêmea
L.mbamba
.Grupo B - Espécies com outras tonalidades de azul:
G.morrii
P.socolofi
L.trewavasae e fuelleborni
M.greshakei
M.estherae (blu…

3 horas de sol?

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Alguns aventureiros sempre tentam difundir na net suas lendas aquaristicas, isso colabora sempre com suas teses absurdas.

Uma das mais escabrosas e que só se tem 3 horas de sol sobre o lago Malawi, inimaginável tal coisa nos trópicos.

Vejamos o nome do pais,o que significa?

Malawi em Swahili significa terra do fogo, porque? simples pelo fato do sol enorme e vermelho que ha naquela região.


Algas filamentosas
Observem a foto acima , essas são as algas que se formam no lago, daria para se formarem sem a presença de forte iluminação, ou na sua ausência isso não seria um sopão de algas marrons? Mas como somos curiosos tentamos entender a teoria absurda, e chegamos a conclusão que deve ser uma pesquisa mal feita, pois as informações que os satélites nos passam e que ha muita instabilidade sobre o lago ,porem isso não ocorre o ano inteiro e não ha somente 3 horas de luz solar sobre o lago. Mas como imagens valem mais que mil palavras ai ficam momentos distintos do lago no mesmo di…

A vida anóxica

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O lago vitória possui uma tremenda importância na alimentação no interior da áfrica. Porem sua ecologia teve mudanças radicais, tornando a água de seu fundo anóxica (sem nenhum oxigênio) ou hipóxica (com pouco oxigênio) diminuiu radicalmente o ciclo alimentar. Recentes mudanças têm aumentado a esperança da recuperação e sustentabilidade da pesca e conservação da biodiversidade . O lago vitória possuía centenas se Ciclídeos haplocromineos ,o céu para os cientistas evolucionistas, com o passar do tempo, os peixes pequenos evoluíram em mais que 500, contudo distinto de variações não se acharam em outro lugar, fazendo o lago irresistível para investigadores. Tudo perfeito até um dia de 1954 quando foi introduzida a perca do Nilo, . A idéia era sustentar uma indústria de pesca pendente com umas espécies novas . O tiro saiu pela culatra e o potente predador dizimou as espécies nativas. Enquanto os três países que compartilham as águas de Victoria (Quênia, Tanzânia, Uganda) desfr…

Alimentação forçada

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Atenção: essa tecnica só é indicada em casos extremos, só deve ser usada em situações quando estamos para perder peixe.
Só usaremos essa técnica com peixes doentes e que já está a 3 semanas sem se alimentar,recusando continuamente alimentação.
A técnica consiste em utilizar uma seringa de injeção, a agulha é coberta por um tubo de plástico flexível, o mesmo que serve de proteção para ela, ou outro que seja flexível e deve ser compatível com o tamanho do animal.


Usaremos alimento em pasta, e será levada direto ao estomago do animal. Com o peixe molhado!!! segure o animal firmemente com uma das mãos e introduza a seringa com suavidade na boca do animal ,chegando a garganta empurre o embolo com suavidade, volte o animal ao aquário com carinho e solte-o. Lembrando que esse procedimento é estressante para o animal e só deve ser usado em casos extremos.

Se você não se sente seguro evite essa técnica, tome cuidado com os raios duros do peixe pois podem ferir a sua mão. ezstyle2009

Classificando Ciclídeos

A descrição mais completa dos Ciclídeos africanos surgiu com o trabalho do ictiólogo britânico: C. Tate Regan , que dividiu em 15 gêneros e 84 espécies em 1922 .
Após essa época muito foi descoberto e pesquisado sobre os Ciclídeos africanos,
Isso exigiu mais gêneros por causa de diversidade, muito foi descoberto sobre sua morfologia e relacionamento dos Ciclídeos.
Muitas espécies já classificadas foram classificadas com novos nomes e incluídas em outros gêneros.

No inicio do século 18 um cientista medico sueco chamado Carl von Linné, criou um sistema universal para classificação dos seres vivos, o Systema Naturae (ou sistema da natureza).
Em um esforço fazer seu sistema novo ser uma forma universal de classificação, von Linné escolheu o latin como a língua pela qual os assuntos seriam categorizados.

O Latin foi aceito extensamente no meio acadêmico das ciências naturais e historia,mesmo sendo uma língua pouco utilizada.
Retificandoo seu próprio sistema, von Linné latinizou seu…

Urina dos Ciclídeos demonstra dominância

Um recente estudo da Universidade de Algave, demonstrou que Tilapias usam o odor de sua urina para demonstrar dominância e dentro dela a hierarquia.

Os pesquisadores dizem que os machos usariam sinais químicos, libertados por feromônios na urina deles, para repelir machos subordinados na escala hierárquica .
A espécie utilizada foi o Oreochromis mossambicus


Os resultados

Tilapias machos dominante são capazes de armazenar volumes grandes de urina dentro da bexiga, que machos subordinados.
E durante a agressão simétrica, aumentaria a freqüência de lançamento de urina pelos machos dominantes.

Durante os confrontos o lançamento de urina na água aumenta e isso só para
Quando um dos machos for dominado.

O macho dominante alem de poder armazenar grandes quantidades de urina em sua bexiga,produzem alta concentração de substancias odoríferas .

As Tilapias formam grandes cardumes durante a estação de procriação.
Cada peixe dentro da comunidade defende um território pequeno no qual eles …

Aulonocaras não precisam de olhos para se alimentar

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Uma pesquisa da Rhode Island University,comandada pela Dra. Jacqueline Webb e seus colegas,demonstraram que alguns Ciclídeos não precisam dos olhos para se alimentar.
A pesquisa mostra que peixes do gênero Aulonocara se alimentam usando a linha lateral como sistema sensitivo para localizar as mínimas vibrações de sua presa oculta nos sedimentos.
Segundo Webb, eles têm canais da linha lateral mais lago que outros peixes, isso os torna muito mais sensíveis a vibrações e fluxo de água.
Os Aulonocaras se alimentam planando rente ao fundo como se tivesse um sonar,enquanto procuram artrópodes e outras presas não vistas.
Esses peixes fazem parte de uma pequena lista de peixes que usam a linha lateral para se alimentar.
Considerando que isso é encontrado tipicamente em peixes de profundidade nos mares e lagos, e servira de modelo de estudo para pode aprender mais sobre peixes marinhos de grandes profundidades.
Dra. Webb espera determinar se a biologia sensitiva desses animais pode s…

Reprodução em Ciclídeos

À diversidade de habitats ocupada pelos Ciclídeos é correspondente ao sistema de acasalamento que eles empregam.
Na realidade, as condições ecológicas locais são um indicador importante do sistema de acasalamento usado que pode variar dentro das mesmas espécies.
A condição mais primitiva é monogamia, com machos e fêmeas essencialmente monomorficas, com exceção de alguns detalhes de coloração.
Rituais de namoro e cuidado parental são comuns entre pares monógamos.

Algum Ciclídeos são polígamos: machos fertilizam os ovos de mais que uma fêmea.
Neste sistema, machos podem defender um território que fêmeas visitam para acasalar (só uma vez durante a estação), duas fêmeas podem defender um território de um macho dominante (bigamia) ou um macho pode dominar um harém de fêmeas múltiplas (poligamia).
E em alguns casos uma fêmea copula com vários machos (poliandria), em casos raros os papeis são invertidos como no caso do Sarotherodon melanotheron o qual o macho cuida dos ovos e guard…

Ciclídeos Haplocromídeos do Lago Malawi

Os ciclídeos haplocromídeos mais conhecidos do Lago Malawi são os mbunas, mas a maior diversidade morfológica é encontrada entre os ciclídeos haplocromídeos não-mbunas. Em outros artigos (2), eu trato de ciclídeos que se alimentam à meia-água dos gêneros Rhamphochromis e Diplotaxodon (e o gênero relacionado Pallidochromis). Neste artigo (2), eu tentarei dar uma breve explanação a respeito de outras espécies. Isto incluirá peixes que se alimentam à meia-água, os "utaka" (Copadichromis) e algumas espécie especializadas em habitar as costas rochosas, mas que claramente tenham afinidades com espécies que habitam os fundos arenosos ou lamacentos. Porém, a maioria das espécies tratadas aqui são encontradas próximas ao fundo arenoso ou lamacento, e são conhecidos como "haplocromideos" (1) bentônicos (3).



Relações evolutivas

Em termos de análise filogenética do DNA mitocondrial, estes haplocromídeos bentônicos não formam um agrupamento natural ou clado (4) (Mo…

Tilápias do Lago Malawi

Existem cinco espécies de tilápias ancontradas no Lago Malawi. Uma outra espécie (Tilapia sparrmani) é conhecida da área de drenagem do Lago, mas não no Lago propriamente dito. As cinco espécies do lago parecem representar três diferentes linhagens de invasores. Todas atingem bom tamanho e são apreciadas como alimento pela população local e pelos turistas, normalmente sendo vendidas como o nome vulgar de “chambo”, entretanto este nome é usado reservadamente apenas para as três espécies endêmicas do gênero Oreochromis (Nyasalapia).

Tilapia rendalli é o único Ciclídeo que desova no substrato do lago, e o único onde machos e fêmeas cuidam dos filhotes. Ela é encontrada em águas muito rasas (normalmente menos de 1 m de profundidade), e acredita-se que se alimente de plantas. Os pares reprodutores às vezes cavam túneis para desovar, mas também podem desovar sobre rochas. Tilapia rendalli é encontrada em muitos rios e lagoas da área de drenagem do Lago Malawi, mas também é dis…

Introdução aos Ciclídeos do lago Vitória

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Longe da popularidade dos Ciclídeos do Malawi ou tanganika, é muito difícil de se encontrar em lojas especializadas, mas são muito disputados no mercado internacional. Apesar de lembrar muito os mbunas do lago Malawi,as cores não são tão marcantes , as fêmeas são geralmente pardas e os machos são pintados com uma gama de cores incríveis. No mercado internacional são conhecidos por mbipi. O lago O lago Vitória não é uma lago profundo e seus habitats são bem variados,eles variam de áreas rochosas onde a vegetação é quase inexistente , a lugares infestados por plantas aquáticas e ervas daninhas em sua margem. E até vastos pântanos em suas margens,no verão as águas do lago são escuras por causa da enorme quantidade de fitoplancton na água.


Moluscos do Vitória Porem o lago Vitória é mais conhecido pela sua degradação, a introdução da perca do Nilo,o desmatamento e a contaminação por pesticidas, levaram a extinção de dezenas de espécies, muitas delas ainda por ainda serem descr…

A historia dos Tropheus

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Os Tropheus já viraram lenda no meio aquaristico, são frágeis, briguentos, ficam doente com facilidade caso não respeitem sua dieta.
Mas apesar do preço muitas vezes absurdo que são praticados em algumas lojas,são peixes fáceis de reproduzir, e são encontrados em enormes quantidades e com grande variedades de coloração, assim como os Pseudotropheus as populações variam de cor de localidade a localidade.
Os Tropheus habitam águas rasas entre 50 centímetros a 1 metro de profundidade, sendo que apenas o Duboise habita águas mais profundas.
O gênero já serviu de alimento para nativos, porem dá muito trabalho para ser capturados, pois vivem próximas as fendas nas rochas e somem dentro delas ao menor sinal de perigo.

Os primeiros exemplares foram exportados para a Alemanha no meio dos anos 70 e um pouco mais adiante para Estados Unidos da América, os primeiros contatos com a espécie foram traumáticos para alguns e houve grandes perdas de animais por amônia ou outros parâmetros de …

Diversidade do Malawi: Mudanças dos dogmas à vista!

Um recente estudo (2007), conduzido por Christopher Scholz e colaboradores identificou novas evidências que explicam a explosão de espécies no lago Malawi. Foram estudos sobre sedimentos profundos da região do Malawi, entre outros, os quais puderam demonstrar como as antigas condições de clima e do ambiente aquático se encontravam naquela ocasião. Sim, pois a partir da composição desse sedimento – essas amostras são chamadas de testemunhos – e da maneira como estão estratificados é capaz de se saber como era o clima e a composição da fauna e flora local. Particularmente o fundo de lagos como o Malawi e o Tanganyka, especialmente quando há estratificação das camadas de água, geram ambientes anóxicos no fundo (após certas profundidades) que preservam melhor o material que será testemunhado no futuro.

No estudo em questão, foi constatado que entre 135 e 75 mil anos atrás, o clima da região africana mostrava-se muito árido, onde a pluviosidade era bem inferior à evaporação, alg…