Malawi Bloat o que sabemos de novo




ultimo estagio do bloat


Desde
A doença ainda causa centenas de vitimas em aquários, a grande maioria de aquaristas já perdeu ou por alguma pequena falha pode perder animais vitimados por ela.
Sabemos que alimentação adequada e qualidade de água são os principais fatores para se manter nossos animais sadios.
Hoje sabemos que essa doença não exclusiva dos Ca´s e atinge Anabantideos e Carpas.
Atinge peixes do malawi em geral inclusive alguns haps ,Tropheus e Petrotilapias do Tanganika e alguns gêneros do lago Vitória.



Hap com bloat
Os velhos vilões da historia


Água sem qualidade:
Filtragem deficiente, sujeira acumulada entre rochas ou substrato muito grosso, o fator acumulativo é fatal, o acumulo de matéria orgânica alem de gerar amônia, ajuda a proliferação de bactérias.
Devemos sempre ter em mente que a cada peixe adicionado aos nossos aquários aumenta o nível de poluentes, e isso é o pecado mais freqüente dos aquaristas.
População alta e filtragem fraca, a superpopulação geralmente é resultado da vontade de ter todas as espécies possíveis confinadas em 4 paredes de vidro.
O resultado é stress que já sabemos baixa a capacidade imunológica de nossos animais, dando margem a doenças.

Alimentação inadequada
Algumas das espécies já citadas são herbívoras e possuem o trato intestinal alongado próprio de animais herbívoros, possuem certa dificuldade em digerir alguns alimentos como artemias, que possuem uma carapaça dura podendo causar obstruções intestinais ,que podem gerar infecções bacterianas.

A polemica do sal
Isso tem gerado discussões imensas em fóruns de aquarismo, mas será que ele trás realmente benéficos?
O sódio sob forma ionizada, é um dos principais fatores de regulação osmótica do sangue, plasma, fluidos intercelulares e do equilíbrio ácido-base. É essencial à excitabilidade muscular e na distribuição orgânica de água e volume sangüíneo
Seu teor no organismo dos peixes gira em torno de menos de 1% do peso corporal, sendo um elemento muito espalhado na natureza, ingressando no organismo através dos alimentos.
Através dos alimentos industrializados já se supre toda necessidade desse elemento.
Devemos entender que salinidade não é igual a dureza ou alcalinidade, muitos Ciclídeos se adaptam a água salgada , isto é chamado peixes eurihalinos (euri = largo, halinos = salinidade) esses têm boa chance de se adaptarem, isto é muito comum em Kribs no Hawaii e peixes de rios costeiros do Madagascar ,mesmo para alguns desses um período superior a 12 horas pode levar a morte.
Isso é uma situação que contrasta com a dos os lagos africanos,que pelo seu isolamento físico os tornam habitats únicos,muito longe da costa marítima.
a concentração osmótica e iônica do corpo do peixe difere do seu meio,logo, o peixe necessita gastar mais energia na regulação osmótica e iônica do seu organismo.
Se ambiente externo for manipulada para assegurar uma redução nos gasto metabólicos destas regulações ao mínimo, o crescimento e a utilização do alimento podem ser aumentados, ou suas exigências em energia podem ser diminuídas.
Ou seja, se baixarmos a salinidade, teremos um consumo menor de energia por parte do animal, resultando em menos desgaste.




clostridium difficile

Segundo pesquisas recentes feitas no laboratório de ciências aquáticas  em Gainesville, Florida.
Sob o comando da Dra. Ruth Francis-Floyd  da Department of Fisheries and Aquatic Sciences University of Florida,especialista em doenças de organismos aquáticos ,muito conhecida no segmento Pet nos Estados Unidos da América
Apontam para uma bactéria como causadora da doença (clostridium difficile) associada às situações já descritas.
A pesquisa foi financiada pela Associação Americana de Ciclidofílos .

ezstyle2010

Bibliografia:
Fish Cichlids Diseases of the African Cichlids" - Dr. Ruth Francis-Floyd , Boca Raton, Florida.

Karnaky, K.J. Jr. 1998. Osmotic and ionic regulation. In:
The Physiology of Fishes, 2nd edition. D.H. Evans,
ed. CRC Press, Boca Raton, Florida.


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